Como deveria ser a educação nas escolas brasileiras

A escola e a educação dos meus sonhos

Recentemente eu tive uma visão da qual seria, ao meu ver, a melhor educação que uma escola poderia oferecer às crianças e adolescentes que ingressam nessas instituições com o intuito de saírem de lá melhor preparados para serem cidadãos competentes e de bom caráter.

Essa ideia não sai da minha cabeça e eu preciso compartilhá-la muito com vocês para, quem sabe, entusiasmar mais pessoas e, nas fantasias mais otimistas da minha mente, alcançar indivíduos que tenham o potencial de realizar tais mudanças.

“Pra que estudar tantas matérias na escola se não vamos usar nem metade delas?”

Tenho certeza que você já pensou, seja durante o período letivo ou na presente vida adulta, que há certos conteúdos curriculares nas escolas que são totalmente desnecessários para qualquer trabalho secular que escolhermos exercer.

Isso não é falácia, nem impressão, tampouco implicância.

O fato é que a carga programática do currículo escolar brasileiro é historicamente considerada mais extensa e densa do que a da maioria dos países desenvolvidos. 

Enquanto o Brasil foca em abranger o maior número possível de áreas do conhecimento simultaneamente, sistemas educacionais de alto desempenho, como os que costumam liderar os rankings da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), tendem a priorizar a profundidade, o pensamento crítico e a aplicação prática.

A diferença estrutural fica muito clara quando olhamos para as abordagens adotadas por diferentes nações.

Por exemplo, nos Estados Unidos e Canadá, o currículo é muito mais aberto e flexível. 

Os alunos têm algumas disciplinas obrigatórias básicas (como Matemática, Inglês e História), mas cada estudante constrói sua própria grade baseada em seus interesses (como artes, finanças, teatro, programação avançada). É comum a figura de um conselheiro escolar para guiar essas escolhas.

Na Finlândia, que é famosa por seu modelo inovador, vem flexibilizando as disciplinas isoladas. 

Em vez de estudar Física, História e Geografia em caixas separadas, os alunos frequentemente investigam um tema central (como “União Europeia” ou “Mudanças Climáticas”) aplicando conhecimentos de várias áreas ao mesmo tempo.

Países asiáticos como a Coreia do Sul e Singapura tem uma rotina de estudos extremamente rigorosa e focada em resultados. 

No entanto, o currículo oficial de disciplinas obrigatórias é mais enxuto e eficiente que o brasileiro. O rigor asiático está na profundidade matemática e científica, não em pulverizar a atenção do aluno em uma dezena de matérias obrigatórias simultâneas.

Se países tão desenvolvidos como os acima mencionados entenderam a necessidade de flexibilização na carga e estrutura curricular, nossa “tese” de que há conteúdos que nunca usaremos na vida adulta fazem total sentido.

A escola com educação prática e eficiente dos meus sonhos

Para um adulto ser um bom cidadão e ser bem sucedido em sua área de trabalho, algumas características são básicas: responsabilidade, raciocínio lógico, capacidade argumentativa, bom vocabulário e redação e noção básica de finanças, certo?

Se além de ser um bom cidadão e um bom trabalhador ele quiser ser uma pessoa que tem conversas agradáveis e significativas, é interessante que ele tenha noções da história do mundo, de acontecimentos mundiais atuais e que ele tenha uma capacidade de raciocínio bem treinada para elaborar seus pontos de vista, concorda?

Sendo assim, julgo serem importantes as seguintes matérias nos seus respectivos campos:

  1. Exatas: Matemáticas e Física
  2. Sociais: História e Geografia
  3. Humanas: Biologia e Química
  4. Linguagens: Português, Literatura, Inglês e Espanhol

Não vou categorizar dentro das quatro grandes áreas, mas também são essenciais:

  1. Atividades Físicas e Prática de Esportes
  2. Desenvolvimento da Criatividade
  3. Informática e Inteligência Artificial
  4. Autonomia Pessoal

“Autonomia Pessoal” é uma categoria que atualmente não existe nas escolas brasileiras, mas é bem ativa em minha mente. Nela estão envolvidos os seguintes conceitos:

Saúde e Emergências

  • Primeiros socorros
  • Saúde mental
  • Alimentação básica, sono e exercícios físicos
  • Uso correto de medicamentos
  • Quando procurar atendimento médico

Casa e Organização

  • Limpeza da casa
  • Organização
  • Lavar roupas
  • Pequenos reparos
  • Segurança doméstica
  • Jardinagem básica
  • Conservação de alimentos

Finanças

  • Orçamento
  • Reserva de emergência
  • Investimentos
  • Impostos
  • Financiamentos
  • Aposentadoria
  • Seguros

Comunicação

  • Argumentação
  • Oratória
  • Escrita profissional
  • Negociação
  • Resolução de conflitos
  • Escuta ativa
  • Etiqueta social
  • Produtividade
  • Gestão do tempo

Cidadania

  • Direitos e deveres
  • Funcionamento do governo
  • Consumo consciente

Empolgante, concorda?

Quer saber como eu organizaria tudo isso dentro do currículo escolar? Acompanhe a atualização desse conteúdo no decorrer dessa semana e se você está animado com esse projeto, deixe um comentário logo abaixo.

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