Uma conversa sobre as cinco gerações

As Cinco Gerações - Tradicionais, Baby Boomers, Geração X, Geração Y e Geração Z
Veteranos, Baby Boomers, Geração X, Geração Y e Geração Z. Quais as tendências e os comportamentos de cada uma das gerações que compõem a atual sociedade?

Uma das formas de segmentar a atual sociedade é através das gerações que aqui habitam.

Acontecimentos e comportamentos marcaram taxativamente o modo de ser das pessoas que se enquadram em cada um desses grupos.

Me acompanhe nesta interessantíssima categorização.

Geração dos Veteranos

Nascidos entre 1922 a 1943 e com atualmente mais de 80 anos de idade, essa classe da sociedade respeita muito a ordem, as regras e a autoridade. Além disso, valoriza muito as lições do passado.

Os (geralmente) queridos idosos que compõem essa geração acreditam nas virtudes do trabalho árduo, da paciência e da parcimônia.

Não é difícil encontrar um Veternano que tenha trabalhado por 30 ou 40 anos na mesma empresa. A fidelidade é um fator de orgulho para os trabalhadores desta geração.

Eles optaram pelo dever antes do prazer e um abismo enorme separava a vida pessoal da vida profissional destes indivíduos que gostam muito de recordar suas realizações e contribuições.

Alguns eventos que definiram essa geração foram a Grande Depressão, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra da Coreia.

Esta foi a Era do Rádio e também foi nesse período que ocorreu a ascensão dos sindicatos.

Geração dos Baby Boomers

Nascidos entre 1944 e 1960 e com atualmente entre 60 a 78 anos de idade, os Baby Boomers são conhecidos como a geração dos grandes trabalhadores.

As pessoas nascidas nesse período focaram muito no trabalho, que vinha antes mesmo que sua vida pessoal.

Esta geração – da qual tenho uma admiração e um carinho especial – orgulha-se de trabalhar muitas horas para progredir e planeja e monitora cuidadosamente os projetos até sua conclusão.

Gostam de receber reconhecimento público e outras recompensas por suas realizações.

Alguns eventos e tendências que marcaram esse laborioso grupo de pessoas foi a televisão, os movimentos pelos direitos civis bem como a Guerra Fria.

Geração X

Nascidos entre 1961 e 1980 e com atualmente entre 44 a 50 anos de idade, essa geração começou a questionar alguns papeis e inaugurou o conceito de equilíbrio entre vida social e trabalho.

São mais adaptáveis e independentes que a geração anterior.

Confiantes em suas habilidades relacionadas à tecnologia, esse grupo considera os resultados mais importantes do que o tempo de serviço ou as horas trabalhadas. 

Geralmente gostam muito de um feedback sobre seu desempenho.

Eventos e tendências que definiram essa geração foram o surgimento dos computadores, o lançamento da MTV e, a nível mundial, a crise energética e a queda do Muro de Berlim.

Geração dos Millenials ou Geração Y

Nascidos entre 1981 a 1998 e com atualmente entre 26 a 43 anos, a geração dos Millennials ou Geração Y é considerada a geração com melhor nível educacional, com muita energia e um gosto enorme pela tecnologia.

Um estudo de 2019 mostrou que a nossa força atual de trabalho é composta por 50% de Millennials, ou Geração Y, e que até 2030 esse número subirá para até 70%.

Autossuficiente e independente, esta geração busca oportunidades para explorar novos caminhos. Na sua maioria são otimistas, sociáveis e orientados para realizações.

É uma geração marcada pelo uso extensivo de tecnologia em casa e no trabalho. Foi bastante influenciada pela transição do analógico para o digital.

Permito-me me estender um pouco mais na dissertação dessa categoria porque é a geração da qual faço parte.

Outro dia estava lembrando que apesar de termos sido jovens bem modernos e descolados (essa geração não fazia mais piadas de tiozão), passamos toda a adolescência e iniciamos a vida adulta sem smartphones.

Isso foi tão benéfico! Sabe o que fazíamos no recreio da escola? Conversávamos e conversávamos. Se atualmente você passar na frente de uma escola no intervalo da manhã ou da tarde irá se deparar com um bando de celulares operados por seres hipnotizados.

Tem outra particularidade que também acho bem interessante na nossa geração.

A infância da Geração Y foi caracterizada por muita comida industrializada. Nossos pais, por outro lado, comiam comidas da roça e os biscoitos feitos em casa pela matriarca, não tinham salgadinho nem bolacha recheada.

Nós, por outro lado, fomos crianças entupidas de comidas processadas que eram vistas como algo inovador na época. Lembro-me de um pastel que comíamos numa lanchonete que orgulhava-se de estampar na embalagem os dizeres: frito com gordura vegetal hidrogenada.

E então, na nossa vida de jovens adultos, enfrentamos outra transição – a do retorno à comida saudável e escancaramento de produtos alimentícios totalmente nocivos à saúde. E mais uma vez, na grande maioria lidamos bem e nos adaptamos tranquilamente a essa mudança.

Alguns eventos e tendências que definiram essa geração foram as tecnologias avançadas, os talk shows na TV e o multiculturalismo.

Geração Z

Nascidos entre 1999 a 2024 e com atualmente entre 0 a 25 anos, a Geração Z está no início da sua carreira profissional e tem muita dificuldade em se adaptar a certas hierarquias.

É a primeira geração a nascer em um mundo totalmente tecnológico e sem fio, com a presença de redes sociais e smartphones. Para estes jovens, é como se não existisse vida sem celular.

Diferente das demais, esta geração exige que os chefes abram mão de hierarquias e formalidades. Em contrapartida, buscam reconhecimento, satisfação e bem-estar.

Foram um tanto quanto influenciados pela filosofia de trabalho de empresas como o Google, onde os funcionários podem alterar horas de trabalho com aulas de ioga e transitar entre os setores pedalando em suas bicicletas.

Eles não veem problemas em ter mais de um emprego durante a carreira, mais de uma área de atuação ou facilmente transitar de uma empresa para outra.

As motivações destes jovens estão mais ligadas a satisfação pessoal, conquista de novos desafios e processos mais dinâmicos, por isso é tão difícil reter os talentos dessa geração. Se quiserem contratar pessoas desta geração, as empresas precisam adequar-se a essas tendências.

E aí chegamos a um grande problema do mercado de trabalho atual: jovens fracos e mimados – marcados por uma infância onde o Merthiolate não arde mais – sem tem autonomia nem maturidade para tomarem as suas próprias decisões profissionais.

Para você ter uma dimensão, acompanhe esse relato que viralizou na Internet:

Um jovem argentino tirou suas primeiras férias de trabalho e fez uma viagem para o Brasil. Mais especificamente, para o Rio de Janeiro.

Na chamada Cidade Maravilhosa, o hermano curtiu a praia, bebeu caipirinha, comeu em restaurantes e aproveitou as férias da melhor maneira possível.

De volta à Argentina e ao trabalho, ele procurou o chefe e apresentou todos os gastos esperando o reembolso da empresa.

Peraí. Como assim?

Na cabeça do jovem argentino, férias remuneradas significa que a empresa cobriria toda a viagem dele no Brasil!

( . . . )

E tem coisa pior.

Um levantamento recente feito com 800 gestores mostrou que um em cada cinco jovens recém formados da Geração Z leva os pais para entrevistas de emprego. Já aconteceu também de a mãe do jovem entrar em contato questionando o processo seletivo.

Esse tipo de comportamento denota insegurança e falta de autonomia, características comuns a uma geração muito vinculada à internet.

Profissionais de RH afirmam que 58% dos candidatos da Geração Z não se vestem adequadamente para o mercado, 57% não fazem nenhum tipo de contato visual, 42% tem exigências salariais irracionais e completamente absurdas, 39% não sabem falar direito ou se comunicar bem e 33% não parecem muito interessados ou engajados em trabalhar. 

Além disso, 60% dos jovens da Geração Z tendem a se comportar de forma arrogante depois de contratados e são difíceis de gerir. Não cumprem horários, não participam de reuniões, não respeitam hierarquias, não sabem gerenciar a própria carga de trabalho e tem muita dificuldade em lidar com rotinas estabelecidas.

Muitas empresas já estão deixando de contratar jovens da Geração Z por estes motivos.

De acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos, mais de 30% dos recrutadores estão evitando a Geração Z e preferindo contratar trabalhadores mais velhos e pagar salários maiores com mais benefícios.

A pesquisa também mostra que pelo menos 30% tiveram que demitir um jovem da Geração Z após o primeiro mês de trabalho por inadequação.

Pois é meus amigos, estou pensando a mesma coisa que vocês: o que será de nós quando a Geração Z dominar o mundo?

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